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O que um prisma faz com a luz

Sobre separar o que parecia uma coisa só — e por que esta carta existe.


Um prisma não inventa cor nenhuma. A luz já chegava assim, carregando todas elas ao mesmo tempo, e o vidro apenas obriga cada uma a viajar num ângulo ligeiramente diferente. O que sai do outro lado não é mais informação — é a mesma informação, separada o suficiente para que você consiga olhar para uma parte de cada vez.

Durante muito tempo tratei tecnologia, arte, design e escrita como quatro assuntos diferentes, guardados em quatro gavetas diferentes. Era mentira. Eram sempre o mesmo feixe, e eu é que não tinha ângulo para separá-los.

Por que uma carta e não um blog

Um blog é um lugar onde as coisas ficam. Uma carta é uma coisa que chega. A diferença parece pequena e não é: escrever sabendo que o texto vai aterrissar na caixa de entrada de alguém muda o tom, o tamanho e a honestidade do que se escreve.

Escrever para ninguém em particular é a forma mais rápida de não dizer nada.

Então: quinzenal, um assunto por vez, sem calendário editorial fingindo que eu sei o que vou pensar daqui a três meses.

O que esperar

  • Ensaios curtos sobre ferramentas e o que elas fazem com quem as usa.
  • Notas de processo — projetos em andamento, inclusive os que não deram certo.
  • Recortes de coisas que li, vi ou ouvi e não consegui esquecer.

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Até a próxima

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